domingo, 7 de maio de 2017

Oração a Nossa Senhora

Oração a Nossa Senhora


Tu, mãe de Jesus,
a quem recorremos
nas horas de sofrimento
e aflição,
acolhe as nossas preces
e não deixes,
que os homens se matem
em guerras sangrentas,
com armas feitas de ódio,
onde não existe
um pedacinho de coração...
Tu, mãe de Jesus,
e nossa mãe também,
irradiando amor e bondade
o teu olhar,
acolhendo no teu manto,
o mundo inteiro,
pede ao teu filho,
tão poderoso,
que acabe na terra
tanto sofrimento,
tanta maldade,
que tanta lágrima
faz derramar!

Beijos

Beijos


Beijos de mãe,
são doces de mel
recheados de um amor
sem fim...
Servidos ao som
de uma suave melodia,
no mais belo e florido jardim!
Beijos de mãe que partiu,
são doces recheados
de saudade,
não morreram,
continuam vivos dentro de nós...
E, mesmo nas horas más
e de solidão,
ao recordá-los
nunca nos sentimos sós!
Beijos de filhos
são infinita doçura,
recheados de uma ternura
desmedida,
que nos adoçam a alma
e nos prolongam a vida!...
Mas os teus beijos, meu amor,
companheiro
das minhas horas más ou de prazer,
são a chama,
que ateia a felicidade,
com que Deus
ainda nos deixa viver!!

sábado, 6 de maio de 2017

É dia da mãe

É dia da mãe


Era o dia da mãe,
O último dia,
Que visitei a minha aldeia.
Pairava no ar,
Um silêncio mórbido sem fim
E as ruas desertas
Transbordavam tristeza,
Que logo se apoderou de mim!
Fui colocar as flores,
Carregadas de beijos,
Na sepultura da minha mãe.
E o silêncio mórbido aumentou
Naquele cemitério,
Que mais parecia um jardim.
E aí, só a saudade,
Salpicada de lágrimas,
Se apoderou de mim!

domingo, 30 de abril de 2017

Memórias do passado

Vale de Espinho - Anos 40-50-60


O dia das merendas e dos magustos


O dia 3 de maio era o dia das merendas. Se o tempo o permitia, íamos para o pinhal comer os petiscos, que consistiam quase sempre em ovos mexidos com chouriço, fofas (farófias), doces de toda a gente e mais algumas iguarias, que eram um luxo nesse tempo. Depois cantávamos, fazíamos rodas e respirávamos aquele ar puro do pinhal com cheiro a resina, que naquela época era recolhida numas tigelas de barro, fazendo um golpe no tronco dos pinheiros.
No dia 1 de novembro, dia de Todos os Santos, faziam-se os magustos, quase sempre junto dos pinhais.
As castanhas eram assadas no chão com a caruma dos pinheiros. Tinham outro sabor, sobretudo quando acompanhadas com a bela e saborosa jeropiga.

sábado, 29 de abril de 2017

Não gosto do vento

Não gosto do vento


O vento fustiga-me a alma
e a angústia,
enegrece o pensamento...
A sua voz
faz-me sofrer,
é um lamento!
Não gosto do vento,
mas porquê?
Não sei entender,
talvez o passado,
deixasse uma ferida
que ainda hoje
me faz doer,
porque alguém,
muito querido,
num dia de vento
é que foi morrer!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Os meus sonhos

Os meus sonhos


Vivo abafada
por sonhos,
que mal me deixam respirar,
mas que eu abarco com força,
para não os deixar fugir,
para não os deixar voar!...
São sempre diferentes,
esses sonhos,
ora cor de rosa, ora cinzentos,
mas deixam-me viver em fantasia 
e não deixam morrer meus pensamentos!
Levam-me até ao firmamento,
rompo as nuvens
e entro no céu por uns momentos,
de lá, olho a terra
e, com tristeza,
só vejo sombras
e oiço lamentos!

Mentira

Mentira


Dizem que quem semeia ventos
colhe tempestades...
Que grande hipocrisia!
Não me levem a mal,
pois eu semeei tanto amor,
amizade e solidariedade
e tenho colhido,
tanto vendaval!...
Queria mudar este temperamento,
mas em mim,
continua a germinar,
uma sementinha,
que alguém em testamento
me deixou
e na sua curta vida,
tanta amizade e caridade semeou!...
E, desiludido,
também chorou!